
Fundação da Liga Bahiana Contra o Câncer: 13 de dezembro de 1936, em sessão da Sociedade de Ginecologia da Bahia, presidida pelo Prof. Ruy Maltez, sobrinho e assistente do idealizador Prof. Aristides Maltez. Presentes, as mais representativas figuras do meio médico e da sociedade baiana.A registrar que a Liga Bahiana Contra o Câncer é a segunda entidade mais antiga do País e é mantenedora do primeiro hospital especializado em Cancerologia, filantrópico, ativado no Brasil.
A Liga Bahiana Contra o Câncer foi idealizada pelo Prof. Aristides Maltez, visando à criação de um Instituto de Câncer, para a Bahia, o qual veio, em 1943, por ocasião do falecimento do Prof. Aristides Maltez, a ser denominado Hospital Aristides Maltez, em homenagem a seu idealizador.
Desde o início da fundação da Liga Bahiana Contra o Câncer, sempre teve o Prof. Aristides Maltez a preocupação do atendimento à população carente, o que bem expressou na frase pronunciada na sessão de instalação: “Essa é a Lâmpada da caridade que jamais se apagará no coração dos meus seguidores”, reiterada, em outubro de 1940, quando foi lançada a pedra fundamental do Instituto de Câncer da Bahia, com a frase: “A semente de carvalho está lançada. A sua sombra não será, porém, mais para min; servirá, sim, para dar abrigo aos cancerosos pobres da Bahia”.
A Liga Bahiana Contra o Câncer, em seus 70 anos de existência, nunca deixou de funcionar um único dia sequer, é filiada a Union Internationale Contre le Câncer (U.I.C.C.), atuando sempre dentro dos postulados básicos de seu fundador, Prof. Aristides Maltez, de privilegiar a atenção ao canceroso carente.
É fundadora da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer, do Colegiado Nacional da Cancerologia, do Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Câncer, da World Association Ginecological Cancer Prevention e da Sociedade de Cancerologia da Bahia.
Tem entre seus benfeitores, autoridades e personalidades como Landulpho Alves de Almeida, Juracy Magalhães, Mário Kroeff, Otavio Mangabeira, Régis Pacheco, Manoel e Necy Novaes, Antonio Carlos Magalhães, Paulo Ganen Souto, César Borges, Josapha Marinho, Adayr Eiras de Araújo, Artur Campos da Paz, Clemente Mariani, Sérgio Pedreira de Cerqueira, Alfeu Pedreira, Marília Studart de Queiroz, Orlando Moscoso, Murilo Belchior, Mário Augusto de Castro Lima, Oscar Santana, Fernando Barros, Fernando Carvalho, Marcos Fernando Moraes, José Joaquim Calmon de Passos, Jorge Figueira, Mamede Paes Mendonça, Maria Bethânia Veloso, José Maria de Magalhães Neto, Artur Ventura de Matos, Eduardo Mariani e Família, José Lúcio Machado, José Rocha, Victor Gradin.