Histórico
O movimento de combate ao câncer passou a se estruturar, no mundo, a partir da década de 20 e se corporificou, definitivamente, em 1934, com a fundação, em Paris – França, da U.I.C.C. (União Internacional Contra o Câncer), idealizada por Jacques Bandaline. Já o movimento, a ação do voluntariado não tem limite na história da humanidade, pois é ele inerente ao ser humano, na ação de servir, de ajudar. Da estruturação organizacional do voluntariado, não temos referência, em nível internacional, no que tange ao canceroso.
No Brasil, na história da atenção aos pacientes portadores de câncer, os primeiros passos foram concretizados em São Paulo, por Arnaldo Vieira de Carvalho, na Santa Casa de Misericórdia, em 1929, e na Bahia, pelos firmes e decisivos atos do Prof. Aristides Pereira Maltez que, após grande esforço para motivação social, no início dos anos 30, conseguiu consolidar a fundação da L.B.C.C., em 13 de dezembro de 1936, com o objetivo de construir o Instituto de Câncer da Bahia para atender aos pacientes com câncer, desvalidos, hoje Hospital Aristides Maltez.
Assim, objetivando penetrar no âmago da sociedade, dar consistência à campanha, reunindo doações não só de várias instituições, mas também de indivíduos dispostos a cooperar com tão meritória campanha, recorreu-se a senhoras e senhoritas da alta sociedade, como se fazia no sul do País e em diversas partes do mundo. Com este objetivo, havia sido criado o Comitê Feminino. De acordo com o projeto de criação, o comitê teria sede na Capital e sub sedes nas cidades do interior, onde fossem instaladas. O nome da Irmã Dulce Lopes Pontes, filha do dedicado Dr. Augusto Lopes Pontes, ao lado da Dra. Cora Pedreira e de esposas dos mais enganjados médicos, como as senhoras Aristides Maltez, Antônio Maltez, Helvécio Carneiro Ribeiro, Guedes de Melo, Zuleima Figueredo, Carmem Mesquita, Zulmira e Isaura Silvany, dão uma idéia do devotamento dos membros do Comitê e explicam o sucesso das campanhas realizadas.
Nesse instante de sua inspiração, nasceu a frase lapidar, definindo a entidade recém-criada: “Esta é a lâmpada da caridade que jamais se apagará no coração dos meus seguidores.” Em sentido lato, foram os 56 companheiros do Prof. Aristides Maltez os primeiros grandes voluntários na luta contra o câncer, na Bahia.
Em stricto sensu , como até bem pouco, se dava ênfase ao chamado VOLUNTÁRIO, ou seja, aquele que, sem ação diretiva, gerencial, na entidade, atuava arrecadando recursos junto à comunidade, ou, de modo espontâneo, leigo, junto aos pacientes carentes e seus familiares. Daí para a frente, foi o voluntariado feminino, de apoio à L.B.C.C., crescendo, transformou-se em Conselho Feminino e, após, como hoje continua sendo denominado, Campanha Contra o Câncer, braço vital da instituição para sobreviver, devidamente inserido nos estatutos e com regimento interno próprio

A ex-presidente Marília Queiroz e a atual Ana Thereza Ferreira