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O Hospital

Hospital

HISTORICO  

O sofrimento da mulher baiana portadora de câncer do colo uterino, que por falta de condições dos hospitais da época, padecia nas praças e nos passeios públicos, fez  o Professor Aristides Maltez, titular da cátedra de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Bahia, envidar seus máximos esforços junto a sociedade baiana para criar um Instituto de Câncer. Os primeiros passos foram dados na manhã ensolarada de um domingo, 13 de dezembro de 1936, no Hospital Santa Izabel, da Santa Casa de Misericórdia da Bahia quando, com 52 abnegados companheiros, fundou a Liga Bahiana Contra o Câncer, a segunda entidade, em todo o Brasil, com o propósito de  lutar  contra a doença.
 
Árduos foram os momentos que se seguiram para alcançar o objetivado, até que em 1939, o médico foi chamado a realizar uma intervenção cirúrgica delicada no Interventor do Estado da Bahia, Landulpho Alves de Almeida. Brilhante cirurgião, a intervenção realizada pelo Prof. Maltez foi coroada de pleno êxito. Embora pressionado pelo Interventor, o cirurgião recusou-se peremptoriamente a receber seus honorários. Lançou, então, o desafio: "se alguma coisa queira V.Exª fazer por mim, faça pelos cancerosos carentes e ajude-nos a completar os recursos que a Liga Bahiana Contra o Câncer possui, para a construção do Instituto de Câncer da Bahia".
 
Assim, o Interventor Landulpho Alves determinou a emissão de bônus do Tesouro Estadual no valor de $103,50 contos de reis que se juntaram aos $196,50 contos de reis obtidos em campanhas através de quermesse, chás e outras atividades sociais da época.
 
Os recursos conseguidos permitiram adquirir a Chácara Boa Sorte, no bairro de Brotas, onde, em 20 de outubro de 1940, foi lançada a pedra fundamental do Instituto de Câncer da Bahia. Na ocasião, o Prof. Aristides Maltez enfatizou o seu compromisso com os carentes e os desvalidos, ao destacar, em seu discurso: "A semente do carvalho está lançada. A sua sombra não será, porém, mais para mim, servirá, sim, para dar abrigo aos cancerosos pobres da Bahia".
 
O Prof. Maltez, infelizmente, não pode ver a sua obra concluída, pois faleceu em janeiro de 1943. Seus companheiros, num justo preito de gratidão e reconhecimento, resolveram dar o nome de “Hospital Aristides Maltez” ao Instituto de Câncer da Bahia, ora em construção. O hospital foi inaugurado em 2 de fevereiro de 1952, sendo o primeiro hospital na especialidade – tratamento do câncer – no Brasil, atuando até o presente, sem jamais ter deixado de funcionar um único dia sequer. O hospital só foi concluído em 1984, pelo apoio decisivo do governador Antonio Carlos Magalhães.
 
O Hospital Aristides Maltez, que começou a funcionar com 15 leitos, possui hoje 218, dos quais 10 da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) humanizada e 18 da Unidade de Oncologia Pediátrica. Tem um movimento diário de 3.000 pessoas em seus ambulatórios, com uma clientela 100% de pacientes do SUS. Atende praticamente todos os municípios da Bahia e de estados vizinhos, como Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Pará, Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais. Realiza uma média de 3.200.000 procedimentos anuais.
 
Desde a data de sua inauguração e durante o correr dos anos, foram grandes as dificuldades, as lutas e os obstáculos encontrados, vencidos, embora, passo a passo, graças ao empenho de seus dirigentes, a exemplo de Antônio Maltez, Carlos Maltez e Aristides Maltez Filho, liderando seguidores do ideal do Prof. Aristides Maltez.
 
O Hospital Aristides Maltez atinge, na atualidade, uma posição de inquestionável destaque no cenário nacional na luta contra o câncer, tendo se tornado um centro de excelência, rigorosamente dentro do preceituado pelo seu fundador, Prof. Aristides Maltez: a atenção às pessoas carentes.
 
O Hospital Aristides Maltez é um símbolo de amor ao próximo, da filantropia nacional, e goza de um elevado conceito junto à comunidade.